1º de MAIO


29-04-2012

CELEBRAR O 1º DE MAIO

É UM IMPERATIVO DE TODOS OS TRABALHADORES

 

TMA’s

                                                   

            Ao longo das últimas décadas a celebração do 1º DE MAIO tem-se pautado pela afirmação do seu carácter festivo, com concentrações, manifestações e desfiles um pouco por todo o País, através das quais os trabalhadores reafirmam o sentido mais profundo deste dia, que é O DIA DE TODOS OS TRABALHADORES.

            Este ano, mais do que em qualquer outro antecedente, este dia deve ser aproveitado para uma reflexão serena mas objectiva sobre o ataque violentíssimo que o Governo, no cumprimento do seu ideário ultra-liberal e conservador, tem vindo a desferir contra os trabalhadores e as suas organizações de classe.

            A desregulamentação das condições de prestação de trabalho, o ataque aos funcionários públicos, aos trabalhadores das empresas que integram o Sector Empresarial do Estado e aos reformados é a imagem de marca do actual Governo, para além de medidas de todo inconsequentes e da indefinição do rumo para o país, excepto na protecção ao sistema financeiro privado. Sistema esse que, não só é responsável pelo estado ao que o Estado chegou, como, manietando e impondo a ditadura da dívida (coarctando assim a liberdade) tem como o único fito recapitalizar a banca para, a mesma, continuar a especular e lucrar nas negociatas entre amigalhaços, à custa do factor trabalho, e do empobrecimento geral da Nação.

Determinado a ir além da Troika, (bode expiatório das medidas impostas por quem obrigou ao pedido de intervenção pelo FMI, ou seja a banca e a sua dívida) o que o Governo afinal visa, em obediência à direita caseira mais retrógrada e de um patronato com os mais baixos índices educacionais de toda a UE, é tirar desforra do 25 de Abril, pretendendo acabar com todas as conquistas, liberdades e garantias, alcançadas pela exigência de justiça social.

Se é verdade que ainda há poucos dias, foi relevada pelo mais alto magistrado da República, o acerto e a importância de politicas, por anteriores governos, em áreas tão estratégicas como as energias renováveis, na edução, na ciência (ID) na cultura, que é que se retira de positivo da governação do último ano?

Desemprego, recessão, diminuição da qualidade de vida dos Portugueses, a níveis nunca vistos nas últimas décadas, e com a agravante (ao contrário do que apregoa o Ministro das Finanças, mais preocupado em debater na AR a localização de Caçarelhos com a ironia que o caracteriza, da qual, os que pagam e sofrem com a crise, certamente, não lhe acharam qualquer piada) da procissão ainda vir no adro.

Conforme tem vindo a ser insistentemente reclamado pela UGT, o Governo tem que honrar os compromissos assumidos com esta Central Sindical em sede de concertação social, promovendo as medidas concretas que conduzam à reanimação da nossa economia, a qual passa, nomeadamente, pela promoção de políticas activas para o emprego, pelo respeito e promoção da contratação colectiva, pelo aumento do consumo interno, isto é, por mais e melhores condições remuneratórias dos trabalhadores, e não por esta politica de austeridade que nos conduz a todos à miséria.

É para lutar contra tal estado de coisas que a Direcção do SITEMA apela a todos os TMA para que participem activamente na manifestação do 1º de Maio da UGT, com concentração às 15H00 junto à Praça Marquês de Pombal, em Lisboa.

 

POR UMA POLITICA QUE PROMOVA O CRESCIMENTO DA ECONOMIA E DO EMPREGO

POR UMA POLITICA QUE RESPEITE E DIGNIFIQUE QUEM TRABALHA

PELA DEFESA DOS INTERESSES DOS TMA

VIVA O 1º DE MAIO

Lisboa, 28 de Abril de 2012                                       A Direcção

 

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