COMBATE À CRISE
EXIGE REFORÇO DO SITEMA
Sindicaliza-te
TMA’S
Não obstante o período de férias em que muitos de nós ainda se encontram, importa estar atento à evolução sócio – económica do nosso País (e dos demais países da União Europeia) que, nas palavras dos opinion makers, se traduz num ataque frontal ao Estado Social, isto é, visa pôr em causa o essencial dos direitos e garantias dos trabalhadores.
O SITEMA está atento a este novo fenómeno, bem evidenciado nalgumas recentes medidas legislativas mas, também, em alguns aspectos da proposta de revisão constitucional trazida a público pelos defensores do liberalismo económico e tudo fará para contrariar tais tendências.
De acordo com as acções delineadas pela UGT e demais organizações sindicais internacionais, o SITEMA está de corpo e alma nessa estratégia de resistência e defesa dos nossos direitos e, nesse sentido, irá estar presente na manifestação do próximo dia 29 de Setembro, em Bruxelas, promovida pela CES (Confederação Europeia de Sindicatos), e que, numa palavra, visa manifestar o repúdio dos trabalhadores pelo ataque ao modelo social europeu.
Modelo esse que deve ser um exemplo para o mundo e não o contrário, como querem fazer passar a mensagem cavalgando o papão da crise.
Sabemos que, entre nós, cada sector de actividade ou cada empresa, ainda que do mesmo ramo, tem as suas especificidades próprias: os problemas laborais dos trabalhadores da SATA da OGMA e da Portugália não são exactamente os mesmos, como não são os da TAP. Mas o que é comum é assistir a um agravamento da desigualdade entre as diferentes categorias profissionais, fenómeno este que não sendo novo, tem vindo a acentuar-se com o apoio da Gestão que não aprendendo nada com a crise, insiste na tentativa de individualizar os contratos de trabalho, prosseguindo a filosofia de pagar prémios por objectivos que foi uma das – gananciosa – causas do despoletar da crise que atravessamos. Remunerar melhor os TMA é contribuir para a redução dessa disparidade injusta.
Também a defesa do Contrato Colectivo de Trabalho e/ou dos Acordos de Empresa é para nós um objectivo claro.
Os TMA acreditam no futuro da Manutenção Aeronáutica Portuguesa, sabem que o seu contributo é decisivo, tudo farão para garantir tal desígnio, mas, por outro lado, não abdicam – nem nunca abdicarão – de reclamar a justa retribuição do seu trabalho.
Um outro fenómeno novo e a que urge igualmente estar atento é à tentativa de secundarização dos TMA mais jovens, porventura menos conhecedores do que tem sido a dura luta dos TMA nomeadamente na TAP ao longo das últimas décadas e, por isso, menos despertos para a realidade presente.
A defesa dos interesses dos trabalhadores – dos TMA ou de quaisquer outros – passa necessariamente pelo empenho dos trabalhadores mais jovens, mais generosos, mais dinâmicos, mais capazes de enfrentar os tempos novos que vivemos. Mas, para isso, é necessário que se organizem. Com efeito, só unidos em torno do SITEMA é que os TMA conseguirão fazer face aos desafios com que hoje nos defrontamos; só unidos conseguiremos levar por diante a defesa consequente dos nossos interesses sócio profissionais.
Essa unidade dos trabalhadores em torno das suas estruturas representativas não pode ser adiada para momento ulterior ao desencadear da crise. Essa unidade tem que ser cimentada desde já para que, no auge da crise, estejamos devidamente organizados para lhe fazer face.
Mais do que discutir problemas geracionais ou divisões profissionais – se bem que importantes –, o que se impõe, hoje, a todos nós é conseguir reforçar a nossa unidade em torno do SITEMA.
Por isso, TMA, sindicaliza-te no SITEMA.
Lisboa, 18.08.2010